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Adeus, Robinson

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O ciclo de “Julio Cortázar” que escolhemos ler essa semana,
foi extraído do livro: “Adeus, Robinson e outras peças curtas”, onde reúnem-se quatro peças teatrais escritas pelo autor em diferentes épocas de sua vida.

As duas primeiras, se agrupam sob o nome de “Dois jogos de palavras” e são aquelas em que fica mais difícil encontrar algum tipo de metáfora com significado subjacente.
Talvez tenha sido mesmo essa a idéia do argentino: expressar-se, sem ter compromisso com o social ou alguma outra causa.

A primeira das duas peças, “Peça em três cenas” parece uma história sobre desencontros sentimentais, fugir daquilo que esperam de nós e de depois voltar a como éramos. Triste, de fato.

A segunda é “A temporada das pipas”. Nela também há o estranhamento com os atos e falas dos personagens, mas em certos momentos há como uma lucidez, mais pungente porque vinda no meio da divagação, como no trecho em que Davi diz: “É bom ficar só. Aos poucos a gente começa a pensar. Não é fácil, porque a máquina costuma estar enferrujada. Mas aos poucos, primeiro uma idéia, depois outra, depois outra, depois uma ponte unindo as duas, a terceira passando por cima…” Nesta peça é mais fácil seguir o fio condutor dos eventos e algumas relações com a vida real (por falta de termo melhor para isso que vivemos) podem ser feitas, mas não sem risco de estarmos interpretando demais.

A terceira peça, em seguida, é “Nada para Pehuajó”. Escrita nos anos 70, a peça já mostra um Cortázar mais maduro, mais consciente, que parece escolher com mais cuidado as metáforas e alusões. A história pode ser simplesmente o que é ou pode ser mais, muito mais: uma crítica a instituições, à burocracia e até ao povo. Peça um pouco caótica, dada a quantidade bastante grande de personagens em cena, mas excelente.

Fecha o livro o roteiro radiofônico de mesmo nome. Fã e profundo conhecedor da obra “Robinson Crusoé”, de Daniel Defoe, Cortázar propõe nessa peça a volta de Crusoé à ilha em que vivera durante anos. Acompanhado de Sexta-feira, o canibal que “salvara” e “civilizara”, Robinson vê-se surpreso em uma ilha que se modernizou muito e que já não mais reconhece como sendo “a sua ilha”. É a peça mais clara e mais facilmente compreensível do livro, desde que se tenha algum conhecimento da história do livro de Defoe. Uma bela e oportuna metáfora que é revelada ao fim do roteiro.

            Talvez a obra teatral de Julio Cortázar não seja muito extensa, mas é com certeza muito interessante, pela variedade de temas com que consegue lidar e pela maneira fluida com que os expressa.

Dia produtivo

Oi queridos,

que dia mais movimentado nas conexões online!

Começamos hoje com a leitura rápida de um texto do Tennessee Williams- Porque você fuma tanto, Lily? no “Test-Drive” explicando rapidamente como funciona a dinâmica dentro do “PLOC”.

Quem testou dessa vez, foram as fofas @susan sampaio e @alessandra prista da silva.

Em seguida tive a companhia de meus queridos na leitura das 21 horas do texto de Arthur de Azevedo-O Oráculo com:

@suely pinheiro raimundo
@alessandra prista da silva
@susan sampaio
@thiago theo.

e nesse caso, devo admitir que foi tão gostoso ouvir o texto saltar a partir da voz do outro,

que fiquei triste quando acabou. =(

Claro que não deu muito tempo da tristeza permear, porque a releitura do mesmo já estava agendada para as 23 horas com pessoas diferentes que foram:
@esperidião duarte
@gustavo cavalieri
@lino naderer
@mauro rubens

@jailma correa (ouvinte)

Iupi, que dia mais produtivo. E amanhã tem bem mais, com “Cinco Sketches” de Harold Pinter as 21 horas.

 

Leitura diária

Incrível essa leitura noturna!
Mudamos o texto em última instância devido ao número de leitores online. ♥
Dessa vez foi: HAROLD PINTER (tradução português de Portugal): “A comemoração”.

Muito obrigada pela presença online queridos,
foi um prazer imensoooo!!

@mauro com seu sotaque de português de Portugal (genial!),
@ramon gustaff + o personagem “empregado” que arrancou o riso incontrolável de todos,
@rogerio viana “tomou conta direitinho de seu restaurante/ estabelecimento”,
@gustavo cavalieri, desenhou nossos caminhos com as rubricas e o personagem “russell” e
eu @renata nunes, que no fim das contas dei voz a 3 personagens que quase me deixaram maluca! Ahahahahaha.

E que venham os próximos que essas leituras estão cada vez mais produtivas.

beijos e até!

Well done

Agora de manhã tivemos uma leitura às 11.
Já é a quarta vez que nos jogamos aqui pelo PLOC em outra língua. =)

Hoje, fizemos a releitura de um texto absurdo de “Harold Pinter” chamado “Last to Go” em inglês.
Dois personagens:
um BARMAN (Mauro Rubens) e
o (jornaleiro) NEWSPAPER SELLER (Renata Nunes)

E que venha a próxima semana com mais textos e companhia divertida!

Beijos em todos e uma ótima sexta-feira

Leitura diária

Queridos,

devo dizer que a leitura de hoje foi um sucesso, com Ramon Gustaff, Stephanie Oliveira e Mauro Rubens.
Texto de Arthur Azevedo- Amor por Anexis, curto e divertido!
Agradecemos a Stephanie Oliveira que se encarregou de ler as Rubricas, que são as indicações de cenas, muito importante para “desenhar” e “articular” todos acontecimentos.

Exemplo:

“(Sala simples, janela à esquerda, portas ao fundo e à direita. Mesa à esquerda com preparos de costura. Num dos cantos da sala uma talha d’água. Cadeiras.)”

“INÊS (Cose sentada à mesa, e olha para a rua, pela janela.)”

Já o Ramon Gustaff, se propôs a ficar como ouvinte, devido a seu tempo limitado disponível e logo teve que sair. Prometeu ler em breve! (Aguardamos você queridíssimo =D)
Mauro Rubens esteve presente e deu voz ao personagem “Isaías”.

Eu, Renata Nunes li a personagem “Inês”, já admitindo ser uma linguagem tão rebuscada e distante de nossa realidade de “abreviações” que me fez sentir fina. Ahahahaha.

Por fim, lemos outro texto de modo não-oficial de “Tennessee Williams-O quarto Rosa”.
Obrigada pela presença online queridos!

E até amanhã as 11 A.M, com a Releitura ousada de outro texto curtíssimo em inglês de Harold Pinter- Last to Go (já disponível em nosso acervo digital)
Renata Nunes ♥